polianidades

sábado, setembro 23, 2006

Os Pássaros

Depois de algum tempo sem escrever e vomitar as minhas sensações, resolvi estar novamente diante da máquina e expressando os meus anseios e principalmente as minhas angústias. Hoje percebo que desabafar é um caminho para o crescimento, a hora que colocamos o que nos oprime para fora e começarmos a rever o que vivemos e planejarmos mais um passo em nossas vidas.
Atualmente passo por um perído que considero um pouco crítico em minha vida, tenho que me decidir profissionalmente, entre continuar num trabalho e numa organização que me faz infeliz e me sentir um lixo humano, ou jogar tudo para o alto e ficar em casa sem trabalho, porém mais tranqüilo para buscar novos horizontes. Realmente agora me vejo um tanto quanto perdido, pois posso passar por crises existenciais, me conformar com o fim do amor, esperar o tempo da pessoa amada para retomar laços enfraquecidos, mas ir mal no lado profissional me deixa desorientado, e aí que mora minha grande fraqueza e frustração, não ser feliz no trabalho, não ser feliz com o lugar e com a ação que toma grande parte do meu dia e da minha existência.
Nesta semana comecei a ler um Livro de Roberto Shiniashiki titulado "tudo ou nada", comecei a ler este livro na sexta feira e ainda não retomei a leitura, mas ele começa com uma pequena história que traz uma reflexão que será desenvolvida posteriormente na obra. Esse livro nos faz refletir sobre os "pássaros" que por ironia do destino ou medo da vida deixamos voar, pássaros que e não voltam mais, nos deixam um gostinho amargo na boca de incompetência e de impotência diante do destino.
Depois de iniciar a leitura desta obra, comecei a pensar cá com meus botões - será que não está na hora de dizer ou tudo ou nada? Será que vou continuar trabalhando num lugar que odeio por causa de um salário medíocre que atrasa todos os meses? Será que vou desistir de acreditar e viver o amor com o cara que amo por fraqueza? Será que nunca vou decidir ser feliz nesta vida?
Estas perguntas borbulham em minha mente todos os momentos e me traz cada vez mais próximo de uma decisão que eu não quero tomar, mas que será inevitável e eu preciso decidir o que fazer da vida, o que fazer de minha carreira... como angustia perder as rédeas da situação, como é ruim ficar refém da situação e a mercê da vida.
Realmente Poliana! Tu não podes mais fingir que está bem só para não parecer que está mal, não podes mais sorrir quando na verdade quer espancar o primeiro idiota que te liga cobrando relatórios sem o seu salário estar em sua conta e o banco caçando o seu nome pela praça, tu não podes mais ter educação e compostura para quem não merece e onde não se deve. Anda vá a luta! Corra! Pegue a felicidade com as duas mãos e não deixe os pássaros voarem para o além.
As decisões são necessárias assim como a vida, você Poli decidiu esperar o grande amor, colocou prazos no coração e está a cada dia se preparando para o melhor e para o pior, agora tem que decidir ter paz no trabalho e dinheiro no bolso, mas Poli querida decida imediatamente ser feliz...
Nesta reflexão que termino estas linhas mal traçadas e não acabadas... a cada instante se escreve mais uma página do livro da vida, se fecha mais uma cicatriz no coração e se seca mais uma lágrima dos olhos, mas depois de tudo isso ergue-se a cabeça bem pro alto, se arruma a postura com altivez que lhe é peculiar e segue o caminho da vida... mas nunca sem esquecer que não podemos passar por cima das coisas simplesmente, temos sim que resolvê-las e colocá-las no passado... E decidir colocar um basta no trabalho que não gosta, e um até nunca mais para as humilhações que devem ser esquecidas... E assim o ser poliana continua vivendo, escrevendo e remoendo as angústias e resolvendo a vida que na verdade foi feita para ser simplesmente vivida.

sábado, setembro 09, 2006

Arrumando as Gavetas

“Nem sempre a primeira chave é a que encaixa na fechadura. Isso não significa que você deve desistir de abrir a porta. Apenas tente com uma chave diferente”. (autor desconhecido)
Uma vez ganhei um livro cujo título é “Palavras Mágicas para MUDAR", no momento em que eu ganhei, não dei muita importância fiquei feliz e o li umas duas vezes, pois se trata de um livreto pequeno com pensamentos e frases que te ajudam a refletir sobre a vida e como mudar as coisas para que se tornem melhores, pois é... Ganhei este livro do que era então o meu namorado, passávamos por um período de crescimento no relacionamento e este livro depois de um tempo teve o seu real significado. Hoje não estamos mais juntos, mas nem por isso eu consegui esquecê-lo, descobri que não adianta o que faça eu ainda o amo com a mesma intensidade que o amei quando nos relacionávamos, e aí está à palavra do dia intensidade.
Realmente, depois da separação eu tentei mudar e sair com pessoas diferentes até ter um dia de princesa, mas infelizmente eu não consegui esquecê-lo e amar outra pessoa, o pior é que a saudade aumenta a cada instante e a intensidade do amor que sinto por ele persiste em continuar e se aumentar com a saudade que sinto do seu cheiro, da sua voz, do seu jeito, da maneira em que demonstrava o seu amor... Ai ai! Como amar é complicado.
O meu dia foi muito nostálgico e deprimente, fui arrumar as gavetas, ação esta que não fazia a um bom tempo e me peguei pensando nele outra vez, depois de um bom tempo que chorei.
O meu coração se acelerou e as memórias começaram a fluir na medida em que saíam das gavetas lembranças em forma de objetos cheios de histórias e significados, um pequeno carrinho de brinquedo que eu ganhei dele em um de nossos encontros trouxe o momento em que fui feliz com aquele homem, e lembrei que o carrinho tinha um par cor de rosa e o outro verde, ele me entregou o verde dizendo - este sou eu e por isso ficará contigo para não esquecer de mim, o rosa é você e ficará comigo, pois quero tê-lo sempre ao seu lado - e depois desse momento não agüentei e comecei a chorar.
No momento do choro caiu no meu pé o chaveiro do Garfield que na hora trouxe mais um episódio, e assim fui arrumando as gavetas, quando vi a camiseta que ele trouxe de Miami pensando em mim, comprou duas iguaizinhas dizendo que era para estarmos sempre juntos. Ai ai, como isso doeu, e neste momento descobri não adianta me enganar é esse cara que eu amo, e é com ele que quero passar a minha vida e ser feliz.
Durante este processo em uma das gavetas estava o livro com palavras mágicas de mudança, mas e eu? Eu não mudei? Com essa pergunta no coração abri o livro de supetão e lá estava o seguinte trecho: "Às vezes, é mais fácil conseguir que as pessoas mudem do que fazer com que elas se perguntem por que é necessário mudar" - Sabedoria Oriental.
Essas palavras caíram como uma bomba em cima de meus sentimentos, e comecei a me questionar sobre a minha real mudança, mas será que eu mudei? Será que o meu coração está me enganando? Eu o amo e este é o grande fato, mas o meu coração diz - ele vai voltar, vocês vão ser felizes juntos novamente - Será coração? Será que eu mudei a ponto de acreditar em mim mesmo e em você coração?
Eu nunca acreditei em minha possibilidade de mudança, mas este homem que eu amo sempre me dizia isso, sempre me dizia que eu deveria acreditar em mim mesmo e o quanto eu era especial e maravilhoso, mas será que eu sou mesmo? Será que o amor que sinto me fará ser feliz novamente com ele? Será que o meu coração está certo?
Na leitura do pequeno livro de histórias o seguinte pensamento me fez parar tudo e refletir e perceber que é momento de esperar e ouvir o coração, mesmo que ele isso vá doer e não correr para os braços de outros homens tentando sentir o que eu só sinto nos braços dele, do meu verdadeiro amor.
“As coisas não mudam. Só mudam a maneira de vê-las" - Carlos Castaneda
Enfim, foi aí que acalmei o meu coração e dei um basta! Chega de me iludir e procurar nos braços alheios o conforto e a sensação que só encontro nos braços dele, e para acreditar um pouco em mim eu reforcei o desejo e agora a ação de esperá-lo... Não sei até quando. Me peguei conversando com o ex namorado dele, em que me disse o quanto ele era maravilhoso e me disse que seria até possível tê-lo de volta, se assim o quisesse e fizesse por merecer.
E assim o ser Poliana foi arrumando as gavetas externas e internas, foi chorando e sorrindo, e neste instante escrevendo mais uma página do livro interno da vida e do coração, e pedindo ao Deus supremo a felicidade e o amor de volta, amor este que viveu e encontrou nos braços de um cara imperfeito que aceitei todos os defeitos, mas que também precisa arrumar as suas gavetas...

sábado, setembro 02, 2006

Dia de princesa

O dia de uma princesa é sempre cheio de surpresas não é? Mas hoje descobri que de uma Poliana não é tanto assim, se eu fosse a princesa do Netinho talvez eu tivesse um dia mais animado, sei lá... um penteado brega e umas roupas que não combinariam nada comigo.
Esta reflexão é para dizer que eu estou completamente liso e leso, isso significa que não sou princesa, nem do Netinho, muito menos no dia-a-dia.
Hoje definitivamente foi um dia cansativo, tive um curso chato que eu não queria participar, almocei com uns amigos pessoais e de trabalho, num restaurante que tinha uns meninos gatíssimos e um ótimo pagode, porém fiquei constrangido em sambar um pouquinho e só passei vontade, depois do curso chato que artcipei por obrigação, fui conhecer uma pessoa da net, como todos sabem a fila precisa andar, e logo para que isso aconteça precisamos sair da toca e viver um pouco.
Bem! o encontro foi engraçado, pelo menos não teve a situação constrangedora do "me passa o catchup", ou "quer catchup?" aqueles momentos de frases duais em seu sentido em que ficamos sem saber o que responder, é uma situação embaraçosa, mas enfim, nos encontramos, conversamos um pouco e acabamos ficando no fim da conversa, foi estranho e gostoso, pois quando juntamos a fome com a vontade comer tudo parece ser melhor, porém com grandes avanços... a noite foi maravilhosa, apesar de estar ao lado de um japonês completamente atipico, tive o que precisava naquele momento. É estranho admitir, mas estou realmente carente e esse cara me deu o que necessitava, carinho, segurança e calor físico e humano, foi ótimo pude remoçar os quatro anos perdidos com o famigerado trabalho estressante que possuo. Ai Ai, estou pisando em nuvens... rs
Voltando ao meu momento Poliana, devo confessar que foi tudo que eu precisava neste momento em que vivo, mas também tenho que ser consciente em dizer que os coraçõezinhos ainda não apareceram, a não ser por mim mesmo é claro, pois depois de Gasparetto tudo é diferente, pois me amo em primeiro lugar... Gente! Que evolução! eu estou dizendo essa passagem de minha vida???
Bem se evoluir mais um pouco correrei o risco de usar absorvente, que encomoda pra caramba! Porque não tenho mais de onde tirar inspitação, e evoluir quer dizer ir além... mas venhamos e convenhamos que é complicado, ah! isso é... Mas vamos tentando para um da ser completamente feliz... Ah! Não posso esquecer o que descobrir entre o carro e a virilidade masculina! Preciso escrever sobre esse tema, pois sabe que me intrigou muito... o poder e o carro, deixa pra lá! tenho pensar que ser Poliana é muito além de um carro ou um absorvente, é um estágio magnífico do ser... Mas será que hoje foi o meu dia de princesa? acho que preciso escrever pro Netinho e esperar para aparecer na televisão, fazer um escândalo por vê-lo pessoalmente, fazer um penteado brega e umas roupas que não combinariam comigo e por fim dançar um pagodinho sem vergonha em rede nacional... e definitivamente ser uma princesa...rs